18/10/2017

Outubro Rosa e a força da mulher no campo

Em frente à matriz da Unyterra em Caxias do Sul foi estacionado um trator rosa com um laço para representar o empoderamento, a força e a resistência da mulher no campo, alertando para o Outubro Rosa e importância da prevenção do câncer de mama.

Com o trator rosa personalizado, modelo Agritech Yanmmar 1160, a equipe da concessionária Unyterra de Caxias do Sul, juntamente com as suas unidades em Montenegro e Vacaria, quer dar visibilidade ao trabalho da mulher na agricultura e a sua importância para o desenvolvimento socioeconômico sustentável, lembrando sempre que é preciso cuidar da saúde em primeiro lugar.


Legenda: Equipe da Unyterra de Caxias do Sul alertando para a prevenção do câncer de mama.

A força da mulher no campo

De acordo com dados coletados pela FAO Mulher, nos países em desenvolvimento, as mulheres representam 45% da força de trabalho agrícola: 20% na América Latina e 60% em algumas partes da África e Ásia. Além disso, geralmente trabalham 12-13 horas por semana a mais do que os homens.

Ainda assim, em todas as regiões, as mulheres são menos propensas a possuir ou controlar a terra. Menos de 20% dos proprietários de terras do mundo são mulheres.

A sustentabilidade das famílias no campo também depende delas. As mulheres reinvestem até 90% dos lucros em suas famílias, o dinheiro é gasto em comida, cuidados médicos, escolas e atividades geradoras de rendimentos, ajudando a quebrar o ciclo da pobreza entre gerações.

Esses são apenas alguns dados que reforçam e evidenciam o importante papel da mulher na agricultura familiar e a necessidade de discutirmos formas de combater a desigualdade entre gêneros no campo.

 

Legenda: Sr. Roberto Garafa e família da comunidade de São Bartolomeu, no município de Coronel Pilar, engajados na campanha do Outubro Rosa.
 

Programas como o Pronaf Mulher, o Plano Safra e o Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) passaram a ter maior procura por mulheres na agricultura, expandido o acesso das mulheres ao crédito.

Além disso, a inserção da mulher em pesquisas do setor garantiu um aumento da sua representatividade na agricultura. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do último Censo Agropecuário, perguntou pela primeira vez em 2006 o sexo responsável pelos estabelecimentos agropecuários. Naquele ano, as mulheres representavam 12,68%, número pouco maior na agricultura familiar, com 13,7%. Conforme pesquisadores, com dados estatísticos apontando a representatividade feminina no campo é que se começou a abrir portas para outras questões, como para abertura de crédito, por exemplo.

*Entre 2004 a 2015 foram mais de três milhões de documentos emitidos, com o público feminino sendo titular das propriedades. Com a documentação e o crédito garantidos, as mulheres foram em busca da assistência técnica para manter seus negócios no campo. Para garantir o público feminino como cliente, a ATER conta com 30% de sua equipe composta de mulheres. O que fez com que no ano de 2014 elas representassem 57% das beneficiárias da Assistência.


Legenda: Deise Valentini e sua filha apoiando a campanha da Unyterra para o Outubro Rosa.


Cuidar da mulher é cuidar da agricultura

Mas não basta acesso ao crédito, igualdade de gêneros e valorização na agricultura, se a saúde não vai bem, certo? Por isso, a Unyterra alerta para a prevenção do câncer de mama, a segunda causa de morte por câncer nos países desenvolvidos, atrás apenas do de pulmão.

O câncer de mama é o que mais afeta as mulheres no mundo de acordo com o Ministério da Saúde, respondendo por cerca de 25% dos novos casos por ano, atingindo 60 mil mulheres anualmente só no Brasil.

 

Legenda: Graziela Trevisan Somacal, esposa de nosso cliente Diego Somacal, moradores da localidade de linha 80 de Monte Belo do Sul, aderindo à nossa campanha.


Diante de números tão alarmantes, é essencial o autoconhecimento que permite à mulher observar alterações e procurar ajuda médica o quanto antes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), quanto mais cedo for a descoberta, maior a chance de cura. A recuperação total chega a 95% nos casos de diagnóstico precoce.

A campanha Outubro Rosa entra em cena para alertar às mulheres sobre a importância do autoexame e dos testes especializados como a mamografia, que permite redução de cerca de 30% na mortalidade de mulheres entre 40 a 69 anos. Apesar da prevenção e da conscientização, a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica um crescimento na incidência de câncer de mama entre 5% e 10% na última década.


Dicas essenciais para prevenção do câncer de mama:

  • Como prevenir: Manter alimentação saudável, controlar o peso corporal e evitar bebidas alcoólicas.
     
  • Como identificar: O principal meio é o autoexame da mama, recomendado a partir dos 20 anos. A periodicidade deve ser mensal e o ideal é fazer a apalpação entre o quarto e sexto dia após o fim do fluxo menstrual. Já a mamografia deve ser feita a cada dois anos a partir dos 30 ou 35 anos.
     
  • Como tratar: O primeiro passo é a cirurgia. Radioterapia, quimioterapia e medicamentos também são adotados.

*Os dados podem ser acessados no documento da FAO, “Superação da Fome e da Pobreza Rural – Iniciativas Brasileiras”.

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